domingo, 30 de maio de 2010

Certezas - Mário Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Quero ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pensamentos soltos

Eu só queria que algumas pessoas abrissem os olhos amanhã e começassem a perceber como sou importante. Como faço, ou pelo menos me esforço, coisas para agradar, para ajudar. Não peço muita coisa em troca, somente o justo: um pouco de respeito, um pouco de consideração. Se lhe estendi uma mão, não preciso que faça o mesmo, mas pelo menos reconheça isto, dê algum valor. Amizades vão se perdendo, considerar alguém importante está no modo dela se vestir, ou com que cor ela pintou as unhas, ou ainda se é extrovertida o tempo todo. Há momentos para se divertir, outros para ser sério, e outros que magoam. Poucos são os que se importam com o que dizem, com o que fazem. Pouquíssimos se importam com os sentimentos dos outros. "Não faça o que não queres que façam à você." Esta frase é antiga, é dita em palestras, é lida em e-mails, mas é momentânea. As pessoas até parem e a leem, mudam por minutos, talvez horas. Mas no dia seguinte, ou horas depois, esquecem do significado da frases, esquecem que lidam com outras pessoas. Esquecem que as outras pessoas também são importantes, esquecem que estas mesmas pessoas podem lhe ser úteis daqui a dias, meses ou até anos, mas serão úteis. É aquela velha história, todos têm seus problemas, todos têm suas histórias dramáticas. Alguns levam o que aprendem nas situações difíceis para cada momento de sua vida, outras só sabem contar os momentos difíceis que passaram, e nada mais. Todos erram, isso é humano. Tentar não errar mais é muito mais válido do que fingir que nada aconteceu. E pedir desculpas, perdão ou algo similar, é o ato mais humano que alguém pode ter. Sinto pena das pessoas que erram, erram e erram. Que esquecem do que pode ferir o outro. Que esquecem que o mundo não gira no próprio umbigo. Que esquecem de tudo, por nada. Pena, é o que eu sinto por estas pessoas.