terça-feira, 4 de maio de 2010

Pensamentos soltos

Eu só queria que algumas pessoas abrissem os olhos amanhã e começassem a perceber como sou importante. Como faço, ou pelo menos me esforço, coisas para agradar, para ajudar. Não peço muita coisa em troca, somente o justo: um pouco de respeito, um pouco de consideração. Se lhe estendi uma mão, não preciso que faça o mesmo, mas pelo menos reconheça isto, dê algum valor. Amizades vão se perdendo, considerar alguém importante está no modo dela se vestir, ou com que cor ela pintou as unhas, ou ainda se é extrovertida o tempo todo. Há momentos para se divertir, outros para ser sério, e outros que magoam. Poucos são os que se importam com o que dizem, com o que fazem. Pouquíssimos se importam com os sentimentos dos outros. "Não faça o que não queres que façam à você." Esta frase é antiga, é dita em palestras, é lida em e-mails, mas é momentânea. As pessoas até parem e a leem, mudam por minutos, talvez horas. Mas no dia seguinte, ou horas depois, esquecem do significado da frases, esquecem que lidam com outras pessoas. Esquecem que as outras pessoas também são importantes, esquecem que estas mesmas pessoas podem lhe ser úteis daqui a dias, meses ou até anos, mas serão úteis. É aquela velha história, todos têm seus problemas, todos têm suas histórias dramáticas. Alguns levam o que aprendem nas situações difíceis para cada momento de sua vida, outras só sabem contar os momentos difíceis que passaram, e nada mais. Todos erram, isso é humano. Tentar não errar mais é muito mais válido do que fingir que nada aconteceu. E pedir desculpas, perdão ou algo similar, é o ato mais humano que alguém pode ter. Sinto pena das pessoas que erram, erram e erram. Que esquecem do que pode ferir o outro. Que esquecem que o mundo não gira no próprio umbigo. Que esquecem de tudo, por nada. Pena, é o que eu sinto por estas pessoas.

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