segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Planejamento sem execução

Quando um jovem morre, principalmente se for nosso conhecido e de morte trágica, seja acidente ou uma doença sem explicação, todos paramos para repensar em certas atitudes.
Passamos a querer modificar nosso jeito de viver e pensar, planejamos que vamos aproveitar mais os nossos dias, sem nos preocuparmos tanto com futilidades, com coisas materiais. Que vamos sair por aí, distribuindo felicidade, sorrisos e abraços. Que vamos ajudar o próximo, e que vamos tratar de ser feliz.
Que deixaremos para trás o ressentimento, o ódio, a tristeza e tudo o que nos faz mal. Planejamos amar mais, sorrir mais, dizer à todos os que são importantes para nós que os amamos, adoramos e não conseguíamos viver sem eles. E que, quando partirmos, não queremos tristeza, queremos que apenas se lembrem do nosso sorriso, das coisas boas que fizemos e dos momentos alegres que passamos juntos.
O problema não está em pensar em tudo isso, em fazer todo esse planejamento, isso é totalmente saudável e esperado, nesse momento. O nosso erro está em apenas planejar, não colocamos em prática, não executamos metade destas promessas. Deixamos passar até a próxima morte, até a próxima tragédia tocar nossas vidas. E aí pensamos em tudo isso de novo, e de novo, até que a tragédia e a morte bata na nossa porta e nos leve, deixando outras pessoas pensando em tudo o que nós chegamos a planejar e deixamos esquecidos em alguma gaveta da nossa mente.

Escrito dia 06/setembro/2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário