sexta-feira, 10 de julho de 2015

:: saudade ::

Algumas vezes as palavras correm soltas pela mente.
Não formam frases. Muito menos parágrafos.
Elas ficam em total devaneio.
Possuem sentido, em algum momento desse terremoto, cria-se uma pequena ordem, não mais aleatória.
É momentâneo, mas está ali.
E quanto mais os minutos vão passando, mais ordens criam-se.
São pequenas lembranças que a mente busca em momentos de solidão. De tristeza.
Quando chegam com todo o seu calor, essas lembranças trazem o doce da infância, o perfume que se pensava ter esquecido e aquele sorriso. Ah, aquele sorriso!
O sorriso que ilumina o dia ou a noite. Não importa. Ele está ali, presente.
É como se você pudesse pegar ele na palma da sua mão e segurar. Até que despedaça, quando a amarga realidade faz os teus olhos abrirem.

Aí as lágrimas tornam-se o embalo para a agonia. E a saudade, que aperta no peito, agarra o coração com mãos fortes, quase sufocantes.

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