quinta-feira, 19 de maio de 2016

Leitura

(...) Pediu que imaginasse ter ganhado um concurso, cujo prêmio era o seguinte: a cada mahã um banco abriria uma conta para ele, com um crédito de 86.400 dólares. Porém, como todo jogo tem regras, aquele tinha duas.
- A primeira é que tudo que não tiver gasto no dia mesmo, será retirado à noite. Não tem como trapacear, não pode transferir o dinheiro para outra conta, tem que gastar tudo e, na manhã seguinte, o banco abre uma nova conta, disponibilizando novamente 86.400 dólares para aquele dia. Segunda regra: o banco pode interromper esse jogo à hora que quiser. A qualquer momento pode avisar que acabou, que fecha a conta e não abrirá outra. O que você faira?
Ele não havia entendido direito.
- No entanto, é simples, trata-se de um jogo. Toda manhã, quando acordar, você ganha 86.400 dólares, tendo como única obrigação gastá-los durante o dia, com o saldo não utilizado sendo pego de volta quando você se deitar, mas esse dom do céu, ou jogo, pode terminar a qualquer momento, deu para entender? A pergunta é: o que faria se dessem isso pra você?
Ele imediatamente respondeu que gastaria cada dólar com coisas que gostasse e ofereceria uma quantidade de presentes às pessoas queridas, de forma a gastar cada centavo oferecido pelo "banco mágico", levando felicidade à própria vida e à das pessoas à sua volta...
- E inclusive pessoas que não conheço, pois não acho que pudesse gastar comigo e com quem amo 86.400 dólares todo dia. Mas aonde você quer chegar?
Ela respondeu:
- Esse banco mágico está à disposição de todos nós, é o tempo! A cornucópia dos segundos que se vão! A cada manhã, quando acordamos, temos um crédito de 86.400 segundos de vida para aquele dia, e quando dormimos, à noite, não há reposição. O que não se viveu naquele dia se perde. O dia de ontem já passou. Diariamente a mágica recomeça e temos um novo crédito de 86.400 segundos de vida, mas devemos nos virar com essa regra incontornável: o banco pode fechar nossa conta a qualquer momento, sem aviso prévio algum. De fato, a qualquer momento a vida pode ter fim. E então, o que fazemos com nossos 86.400 segundos cotidianos? Não acha os segundos de vida mais importantes do que os dólares? (...)

Trecho retirado do livro: E se fosse verdade...
Do escritor Marc Levy
Páginas 205 e 206

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